Oficjna CEER
 26-01-2011
U.PORTO RECEBE MEDALHA DE MÉRITO DISTRITAL

O Governo Civil do Porto vai distinguir a Universidade do Porto e várias individualidades ligadas à vida da instituição. Tudo isto no dia que a cidade do Porto assinala os 120 anos da Revolta do 31 de Janeiro.

No ano em que a Universidade do Porto completa cem anos, o Governo Civil do Porto decidiu "premiar o relevante contributo" que a instituição tem dado "à formação e educação de milhares de jovens portugueses e estrangeiros que nas diferentes áreas do saber têm contribuído para a divulgação internacional da excelência do ensino ministrado, bem como o trabalho desenvolvido em diferentes áreas da investigação e sua ligação ao mundo empresarial".

A cerimónia vai acontecer no Museu Soares dos Reis, no próximo dia 31 de Janeiro, e servirá ainda para destacar várias personalidades que, pela sua acção, contribuíram para a afirmação da imagem do distrito do Porto. Algumas delas com um percurso indissociável da Universidade do Porto. É o caso do investigador Mário Barbosa que será distinguido "pelo relevante trabalho que, ao longo dos anos, tem vindo a desenvolver na área da investigação científica aplicada às ciências da vida". Mário Barbosa é Professor Catedrático da Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP) desde 1992, onde já exerceu as funções de Vice-Presidente do Conselho Científico. Foi um dos investigadores fundadores do Instituto Nacional de Engenharia Biomédica (INEB), criado a 26 de Junho de 1989, do qual é Coordenador Científico desde 2000. É o Presidente da Direcção do INEB. Tem tido uma actividade de investigação centrada nos biomateriais e é considerado o impulsionador desta área no nosso país. O seu trabalho e o do INEB têm sido reconhecidos internacionalmente em várias ocasiões.

Pelo "relevante contributo que tem emprestado à afirmação da actividade cultural com origem no Porto e pelo reconhecimento, nacional e internacional, de que a sua obra é objecto" Júlio Resende é outro dos congratulados com a Medalha de Mérito Distrital. Foi em 1935 que este pintor se matriculou na Escola de Belas Artes do Porto, tendo sido convidado a dar aulas, como assistente de Pintura de Dórdio Gomes, cerca de vinte anos depois, na Escola Superior de Belas Artes do Porto, antecessora da Faculdade de Belas Artes da U.Porto. Teve uma longa carreira de professor e tem uma obra muito premiada e diversificada. Abrange, essencialmente, pintura sobre tela ou mural, serigrafias e gravuras, vitral, painéis cerâmicos para obras de arquitectura, ilustração de livros e, ainda, cenários e figurino para teatro e ballet.

Outro dos premiados será Fernando Lanhas, neste caso "pelo relevante contributo que tem emprestado à afirmação da actividade cultural com origem no Porto e pelo reconhecimento, nacional e internacional, de que a sua obra é objecto". Arquitecto-pintor, astrónomo e arqueólogo, Fernando Lanhas inscreveu-se, no ano lectivo de 1941-1942, no Curso Especial de Arquitectura, da Escola de Belas Artes do Porto, depois do qual se matriculou, no ano de 1945, no Curso Superior de Arquitectura. Terminou os estudos em 1947. Teve por colegas nomes como Nadir Afonso e Júlio Pomar. Em 1956 ocupou o cargo de arquitecto estagiário na Escola Superior de Belas Artes do Porto. Para além da arquitectura, interessa-se por arqueologia, fotografia, astronomia e é um coleccionador de fósseis, seixos, areias de diversas partes do mundo, rochas, brinquedos, rótulos, anúncios, etc.

As distinções estendem-se ainda a José António Barros, Presidente da Associação Empresarial de Portugal. O antigo estudante da Faculdade de Engenharia da U.Porto (licenciado em Engenharia Química) vai receber a Medalha de Mérito Distrital "pelo relevante contributo que ao longo dos anos tem emprestado à modernização do tecido empresarial do distrito e pela dedicação e espírito cívico com que abraça as causas da cultura e da cidadania".

As medalhas serão atribuídas no próximo dia 31 de Janeiro, durante uma cerimónia que irá assinalar os cento e vinte anos do movimento revolucionário que despoletou no Porto e que quis implantar o regime republicano em Portugal. A revolta de 31 de Janeiro de 1891.

Fonte: http://noticias.up.pt