Oficina CEER
 02-09-2011
PCs PORTÁTEIS: USO CORRECTO

O aumento generalizado no uso de computadores portáteis constituiu a base de uma investigação na Universidade do Minho com o objectivo de avaliar as implicações ergonómicas da sua utilização crescente.

Segundo Pedro Arezes, co-autor do estudo e investigador do Departamento de Produção e Sistemas da Universidade do Minho, ficam demonstrados os factores de risco para o desenvolvimento de lesões músculo-esqueléticas, referindo que a panóplia de situações que encontramos mostra-nos que há situações que se forem repetidas e continuadas podem trazer complicações ao nível da saúde.

Pedro Arezes e Nelson Costa, da UMinho, juntaram-se a Ignacio Castelucci e Luis Franz, do Chile e Brasil, respectivamente, criando um consórcio de investigação, tendo como objecto de pesquisa a utilização de portáteis pelos universitários dos três países envolvidos, perspectivando os diferentes contextos culturais.

Recorrendo à ergonomia, enquanto área de investigação, este projecto caracterizou, numa primeira fase, os principais aspectos relacionados com a sua utilização. Determinados e avaliados os principais factores de risco, tendo por base análises biomecânicas e fisiológicas, o pr ofessor e coordenador do estudo, referiu que Na fase de diagnóstico concluiu-se que os eventuais problemas se colocarão principalmente ao nível do pescoço, da parte inferior das costas e dos punhos.

Duas abordagens benéficas
Para evitar efeitos negativos, segundo o especialista em ergonomia, há duas abordagens possíveis a fazer no imediato, sendo que uma delas terá a ver mais com a concepção do equipamento e a outra seguramente com a forma como o utilizamos.

Enquanto algumas marcas já vão tendo em conta a ergonomia na concepção dos seus equipamentos, Pedro Arezes acredita que alguma prevenção pode e deve ser feita junto dos utilizadores.

Sendo certo que o uso deste tipo de equipamentos está a crescer de forma generalizada, como o demonstram diversas actividades profissionais, sociais e de lazer, os computadores portáteis são, também, uma realidade cada vez mais enraizada enquanto ferramenta de trabalho em contexto académico.

Este projecto pretende abordar, num futuro próximo, o ensino básico, também visando trabalhar os hábitos e comportamentos de forma pedagógica junto dos alunos mais novos de modo a prevenir futuras lesões.

Fonte:www.correiodominho.pt