Oficina CEER
 05-09-2011
E SE OS ELEFANTES FOREM A SOLUÇÃO DOS BIOCOMBUSTÍVEIS

Energia Cientistas investigaram o sistema digestivo dos elefantes em busca de algo que os ajudasse a ultrapassar os problemas de produção de biocombustíveis. Encontraram uma enzima que não desperdiça os açúcares preciosos à produção do fuel.

Cada vez mais se procuram formas de diminuir a fome do ser humano por combustíveis fósseis. Só que agora chegam notícias que indicam que a solução pode estar alojada nas entranhas dos elefantes e nas pilhas de compostagem suíças. Um cocktail bioquímico baseado enzimas e micro-organismos encontrado nas fezes dos elefantes actua na matéria vegetal apodrecida e tem o potencial para revolucionar a produção de biocombustíveis ao tomar possível a produção em massa de gasolina amiga do ambiente. Será a primeira vez que estes biocombustíveis serão feitos sem necessidade de plantar alguma coisa, dizem os cientistas.

A DSM, empresa de tecnologia holandesa, assinou contratos para introduzir a sua nova técnica de fermentação em centrais de testes por toda a Europa e EUA usando enzimas descobertas nas fezes dos elefantes. Isto significa que o etanol, que hoje representa 10 per cent do combustível usado em veículos motorizados, derivado de resíduos de plantações e restos de madeira, poderá estar disponível em grandes quantidades nas bombas de gasolina em 2015.

Os cientistas descobriram um fungo nas fezes de elefante que os ajudou a produzir uma levedura eficiente na fermentação de açúcares de madeira. A inspiração veio da análise dos mecanismos intestinais dos elefantes, que lhes permitem digerir não apenas açúcares normais, como a glucose, mas também outros que permanecem na celulose que faz parte da estrutura das plantas.

As pesquisas mostram que a nova tecnologia, em conjunto com outros biocombustíveis de segunda geração, poderiam produzir até 90 mil milhões de litros de bio-etanol na Europa em 2020 e reduzir o uso de petróleo em 60 per cent, assim como diminuir a necessidade de fazer plantações, como milho, grãos e beterraba.

Só que os cientistas já alertam para a falta de vontade política que tomou de assalto a Europa para fornecer o suporte e o dinheiro emforma de subsídio, para uma produção em grande escala.

Fonte: www.uminho.pt