Oficina CEER
 08-09-2011
UTAD LIDERA INVESTIGAÇãO PARA PREVENIR RISCOS NA SAÚDE MENTAL DAS CRIANÇAS

Projecto obteve classificação de Excelente pela FCT(Fundação para a Ciência e Tecnologia).

Tendo em consideração que o tratamento de problemas de saúde mental na infância, para além de implicar grande sofrimento das crianças e das suas famílias, é extremamente dispendioso e moroso quando não diagnosticado atempadamente, torna-se essencial a detecção e intervenção precoces.

Atenta a esta realidade, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) vai liderar um projecto de investigação junto de hospitais e centros de saúde da Região Norte do país, com o objectivo de analisar a prevalência de problemas desenvolvimentais e de saúde mental em crianças até aos 18 meses de idade.

O projecto, intitulado O papel da interacção genótipo-ambiente ao nível da resiliência e vulnerabilidade para problemas desenvolvimentais e de saúde mental nos primeiros 18 meses de vida, obteve a classificação de Excelente pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e foi financiado com um montante superior a 100 mil euros.

Coordenado por Raquel Costa, docente e investigadora do Departamento de Educação e Psicologia da UTAD, e contando com uma equipa que integra investigadores da Universidade do Minho e da Universidade de Paris Diderot, este trabalho pretende detectar sinais precoces de problemas desenvolvimentais e de saúde mental e analisar o efeito da interacção entre os factores de risco ambientais e factores genéticos.

Segundo, a investigadora responsável, com grande frequência, os problemas de saúde mental das crianças estão associados a famílias com múltiplos factores de risco como parentalidade na adolescência, pobreza, monoparentalidade, baixo peso à nascença, psicopatologia parental, dificuldades desenvolvimentais ou abuso de substâncias. No entanto, face a tais adversidades, algumas crianças mostram-se resilientes, enquanto que outras se mostram muito mais vulneráveis ao desenvolvimento de problemas desenvolvimentais e de saúde mental. Factores individuais como as características genéticas podem estar na origem de tais diferenças individuais na susceptibilidade aos factores de risco ambientais.

Fonte: www.utad.pt