Oficina CEER
 27-09-2011
O PARQUE DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA UPORTO ULTRAPASSA AS 100 EMPRESAS

22 Milhões de euros para investir em projetos que deverão estar concluídos até final de 2013. Estes são os planos de futuro do Parque de Ciência e Tecnologia da U.Porto (UPTEC). O projeto começou de forma, meio tímida, disse-nos o vice-reitor da U.Porto para a Inovação e Desenvolvimento, mas agora já ultrapassa as 100 empresas. Cinco anos depois, o UPTEC atingiu as 107 empresas, mas como cinco delas já atingiram uma determinada maturidade, ou seja, já graduaram, permanecem 102 na incubadora. Cinco estão já a ser financiadas pelo governo chileno para se internacionalizarem na América Latina, outras estão a instalar-se no Brasil, e estão ainda a ser exploradas parcerias com Inglaterra e outros países da Europa Central.

Uma das empresas que já graduou e recebeu vários prémios na Europa, mas também no Canadá e nos E.U.A foi a Cardmobili. Presta um serviço que permite aos utilizadores a substituição de vários tipos de cartões por cartões virtuais no telemóvel. Helena Leite, CEO da empresa, diz que a empresa atingiu uma dimensão (12 pessoas) que necessitava de mais espaço. Considera que a passagem pela UPTEC foi muito importante, não só pela cedência de instalações e serviços, mas pelo acesso a uma rede de contactos muito interessante que a Universidade disponibiliza. Não só dentro do universo da universidade e do próprio UPTEC, como a nível internacional.

Balanço feito, o vice-reitor e membro da Direção do UPTEC, Jorge Gonçalves, diz que se alcançaram os objetivos que presidiram à comissão do UPTEC e que todos se sentem muito orgulhosos pela evolução do projeto. O mérito, acrescenta, esteve nos agentes empreendedores que souberam aproveitar a oportunidade e ver que esta estrutura próxima das faculdades e dos institutos de investigação da Universidade era uma mais valia para os seus projetos. Reconhece que o Parque começou de forma tímida e até com pouca visibilidade, mas que se encontra, agora, a meio de um processo de construção de novas instalações. Em causa está o alargamento da área de incubação e a conclusão do Centro de Inovação da Ásprela, que se destina a incubar projetos que estão a ser desenvolvidos em parceria entre empresas e centros de investigação da U.Porto, a conclusão dos espaços na Praça Coronel Pacheco e o lançamento de um concurso para ampliação da área de incubação do Polo do Mar, em Leça da Palmeira. Jorge Gonçalves sublinha que se trata de um conjunto avultado e ambicioso de investimentos cujo volume total será na ordem dos 22 milhões de euros.

Todos os projetos são financiados pelo QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) e estão já em fase de execução ou adjudicação. Quanto a prazos, Jorge Gonçalves refere que o edifício do Centro de Inovação, a ser construído entre a Cantina e a Associação da FEUP, estará concluído no primeiro trimestre de 2012, o projeto mais avultado, que é o edifício que vai complementar o da incubadora que já está em funcionamento junto à Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, deverá estar pronto no final do primeiro semestre de 2013 e, na mesma altura, deverá estar concluída a incubadora do Mar em Leça da Palmeira, no porto de Leixões. Contas feitas, o vice-reitor aponta para o segundo semestre de 2013 a conclusão deste ciclo de construções.

A UPTEC funciona como incubadora para empresas de base tecnológica e apoia a instalação de centros de inovação empresaria, mas não oferece apenas infraestruturas: disponibiliza tutores, gestores, facilita a interação entre as empresas, entre estas e as faculdades, e promove-as de forma a que o negócio atinja dimensão internacional. Para isso recorremos à rede de contactos que a Universidade já dispõe, explica Jorge Gonçalves. O vice-reitor acrescentou que cinco empresas já estão a ser financiadas pelo governo chileno para se internacionalizarem na América Latina, outras estão a instalar-se no Brasil, em parceria com universidades parceiras, estamos a estabelecer parcerias também com Inglaterra, e estamos a explorar a criação de bases de apoio na Europa Central.

Quando os projetos empresariais atingem uma determinada dimensão, chega a hora de largar a incubadora... Até porque o espaço é limitado. Jorge Gonçalves afirma que, em média, a UPTEC recebe cerca de três propostas por semana... O que diz bem da procura.

Fonte: www.noticias.up.pt