Oficina CEER
 20-01-2012
EMPREGO: DIPLOMADOS U.PORTO CONTRARIAM TENDÊNCIA

A taxa de desemprego entre os diplomados da Universidade do Porto que concluíram o seu curso há mais de cinco anos é de 6%, cerca de metade da média nacional. Esta é a principal conclusão do estudo de empregabilidade aos licenciados em 2004-2005, o primeiro deste género em Portugal em estudantes com mais de cinco anos de trajeto profissional.
Mais de 84% dos diplomados da Universidade do Porto encontram-se atualmente empregados, sendo que 62% deles nunca tiveram mais do que um emprego. De facto, 52% dos inquiridos nunca estiveram em situação de desemprego desde que terminaram os seus estudos na Universidade do Porto.

Entre estes, o tempo médio de espera para obtenção do primeiro emprego foi de 4,1 meses, ainda que 49% dos inquiridos o tenha obtido nos primeiros três meses após a conclusão da licenciatura.

As principais características do emprego atual entre os diplomados da Universidade do Porto são as seguintes: a maioria insere-se no grupo profissional dos Especialistas das Atividades Intelectuais e Científicas (83,6%), é assalariada (77,4%), trabalha numa empresa (63,4%) e no setor terciário (93,6%). Além disso, 44,3% possui um contrato sem termo ou de termo incerto.
Este estudo do Observatório do Emprego da Universidade do Porto, inédito pela sua amplitude temporal, foi realizado simultaneamente com o habitual inquérito anual aos estudantes que concluíram o seu curso superior há dois anos (2008/2009).

Entre estes diplomados, a taxa de desemprego registada é superior à registada entre os diplomados de 2004/2005: 10,6% para os estudantes de Mestrado e Mestrado Integrado e 14,5% entre os estudantes de Licenciatura. Ainda assim, estes valores são menos de metade do que os 30% de desemprego registado entre os jovens portugueses com menos de 25 anos de idade.

Na realidade, 76% dos estudantes de Mestrado e Mestrado Integrado encontram-se já empregados, mas esse número desce para os 45,3% entre os estudantes de licenciatura, ainda que um terço destes estudantes (33,9%) tenha decidido continuar os seus estudos superiores.

Mas entre os diplomados com emprego, a espera para a obtenção da primeira atividade profissional foi de apenas 3,9 meses. Na realidade, ao fim de três meses passados desde a conclusão do seu curso, 67,4% daqueles estavam já empregados.

O texto completo destes dois estudos encontra-se disponíveis para consulta pública nesta página do site da Universidade do Porto.

Fonte: noticias.up.pt