Oficina CEER
 21-09-2012
MOVIMENTO MUNDIAL QUER TORNAR LITERATURA CIENTÍFICA ACESSÍVEL PARA TODOS

Grupo inclui um responsável da UMinho e definiu novos objetivos até à próxima década.

Uma ampla coligação de cientistas, fundações, bibliotecas, universidades e ativistas acaba de aprovar e divulgar recomendações para tornar a literatura científica livremente disponível online na próxima década. As recomendações resultam de uma reunião realizada este ano, por ocasião do décimo aniversário da Iniciativa de Acesso Aberto de Budapeste, que pela primeira vez definiu o Acesso Aberto. Para Eloy Rodrigues, diretor dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho, único português que participou na reunião e na redação das recomendações, “as novas diretrizes podem originar progressos significativos para a investigação científica e a sociedade”.

As recomendações incluem o desenvolvimento de políticas de acesso aberto aos documentos nas instituições de ensino superior e agências de financiamento, o licenciamento aberto das obras académicas, o desenvolvimento de infraestruturas como repositórios e a criação de padrões de conduta para as publicações. As recomendações estabelecem também a meta de transformar o Acesso Aberto como o método normal e padrão na distribuição de nova literatura científica com revisão por pares em todas as disciplinas e em todos os países nos próximos dez anos.

“O apoio ao Acesso Aberto está em forte crescimento e é cada vez mais reconhecido como um direito e não como ideal abstrato. Beneficia a investigação e os investigadores, aumenta o retorno do investimento dos contribuintes e amplifica o valor social da investigação, das agências que a financiam e das instituições que a realizam”, afirmou Eloy Rodrigues.

O diretor do Open Access Project da Universidade de Harvard, Peter Suber, sublinhou: “As razões para remover as restrições tanto quanto possível são a partilha do conhecimento e o aumento da rapidez da investigação. O conhecimento foi sempre um bem público de um ponto de vista teórico. O Acesso Aberto transforma o conhecimento num bem público na prática”. “A pesquisa científica e académica é financiada com fundos públicos porque a sociedade acredita que elas conduzirão a um futuro melhor para a nossa saúde, ambiente e cultura. Tudo o que maximize a eficácia e eficiência da investigação científica beneficia-nos a todos. O Acesso Aberto é uma ferramenta fundamental para esse objetivo”, notou a diretora executiva da Scholarly Publishing and Academic Resources Coalition, Heather Joseph.

A lista dos 28 participantes na reunião e na redação das recomendações, que inclui o português Eloy Rodrigues, está em www.soros.org/openaccess/participants.

Mais informações.
Dr. Eloy Rodrigues (diretor dos Serviços de Documentação da UMinho) – 253604150, eloy@sdum.uminho.pt

Fonte: uminho.pt