Oficina CEER
 24-07-2008
Guimarães vai investir 30 milhões de euros na transformação da zona de Couros

A transformação da antiga zona industrial de Couros, no centro da cidade, em área de extensão universitária é um dos projectos-âncora da candidatura de Guimarães a Capital Europeia da Cultura em 2012, disse hoje fonte da autarquia minhota.

A vereadora da Cultura, Francisca Abreu adiantou que a candidatura da "cidade-berço" envolve a transformação de Couros numa espécie de "campus" universitário em plena cidade, através do projecto "CampUrbis" desenvolvido em parceria com a Universidade do Minho. "Mais do que obras de reabilitação, o nosso projecto assenta na ideia de transformar Guimarães numa cidade de inovação, ciência e conhecimento", adiantou Francisca Abreu. A autarca socialista frisou que a câmara sentiu-se estimulada pelo presidente do painel de selecção europeu que avalia a candidatura, o britânico Sir Bob Scott, que garantiu em Guimarães, onde esteve no fim-de-semana, que a "cidade-berço" vai ser nomeada em 05 Novembro como Capital Europeia da Cultura em 2012. Em declarações à agência Lusa, através do telefone, Bob Scott defendeu que os nomes do comissário, director-executivo e respectiva equipa devem ser decididos imediatamente. "Guimarães não deve esperar pelo anúncio oficial, mas começar já a trabalhar", afirmou o responsável, aconselhando a candidatura vimaranense a levar consigo a Bruxelas, o comissário, o director-executivo e outros membros da equipa que vão dirigir o projecto. Sir Bob Scott sugeriu, ainda, que "a candidatura comece a envolver o sector privado e a apostar na sua promoção europeia e mundial". O presidente do júri de selecção, que elegeu o CampUrbis como o projecto mais emblemático da candidatura de Guimarães, elogiou “o extraordinário envolvimento da Universidade do Minho neste processo de reabilitação, que encerra uma forma muito inovadora de intervir na cidade e recuperar o património". O Campurbis, que está orçado em cerca de 30 milhões de euros e deve estar concluído em 2012, será alvo de candidaturas a fundos comunitários. Envolve uma área urbana de 10 hectares, classificada como de interesse patrimonial, devido ao seu valor arqueológico no domínio industrial, ligado ao sector dos curtumes. Francisca Abreu adiantou que entre os projectos, já calendarizados para o "Campurbis", consta o de uma Bienal de Design, que arranca em 2008, de forma a poder adquirir consistência até 2012, e a instalação de um Instituto de Design Aplicado, que envolverá instituições de ensino e empresas. A autarca acrescentou que foi já aberto concurso público para um Centro de Ciência Viva, a sedear numa das antigas fábricas, e que, embora integrado na rede nacional, estará vocacionado para a área dos materiais e sua transformação em produtos de uso quotidiano. No antigo mercado municipal - acrescentou - será instalada uma Casa da Memória, uma espécie de museu da vida da "cidade-berço", que recorrerá às chamadas novas tecnologias. O envolvimento da Universidade do Minho - realçou Francisca Abreu - passa pela instalação de um centro de formação avançada, cursos de especialização tecnológica, uma Casa da Ciência e um centro de incubação de empresas com ligação ao Avepark, o Parque de Ciência e Tecnologia instalado nas Caldas das Taipas.