Oficina CEER
 11-02-2010
U.Porto tem um quinto da produção científica nacional

São dados provisórios, já que estamos a falar de cerca de 85% da produção total, que será contabilizada na integra, ou indexada, até final de 2010, mas são dados que nos permitem fazer desde já uma comparação entre a produção científica nacional e aquela que está afecta à Universidade do Porto.

Em 5 de Janeiro de 2010, tinham já dado entrada na WoS (Web of Science) 2.122 papers de autoria U.Porto com ano de publicação de 2009 (contrariamente aos 2.038 do ano de 2008). A nível nacional, a produção científica apresenta menos 1,4% em relação ao ano anterior, ou seja, existem 9.419 publicados, contra os 9.551 do ano passado. Em termos percentuais, a Universidade do Porto apresenta já um aumentou de 4,1% no número de documentos publicados.

Com base nestes dados, a contribuição da U.Porto para a produção científica nacional passa a ser de 22,5%. Quanto a 2008, e agora que o ano se encontra totalmente fechado, pode dizer-se que a Universidade publicou 2.038 documentos, o que corresponde a 21,3% da produção científica nacional.

A Faculdade de Medicina é a unidade orgânica que mais documentos publicou em 2009 (523), logo seguida da Faculdade de Ciências (com 520) e da Faculdade de Engenharia (com 427 documentos). O Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) aparece com 328 publicações, seguida da Faculdade de Farmácia com 200 documentos. Embora estes números sejam ainda provisórios, o maior salto quantitativo é da FEUP que passa de 360 documentos, em 2008, para 427 em 2009. Também a Faculdade de Farmácia sobe de 186 para 200 documentos.

Em 2008, a Faculdade que mais documentos publicou foi a de Ciências - 530, surgindo logo de seguida a de Medicina com 525, depois a de Engenharia com 360 e o ICBAS com 344 documentos.

Quando se fala do rácio documento por doutorado ETI (Equivalente em Tempo Integral), que consiste na divisão do número de documentos do ano pelo número de ETI de docentes e investigadores com doutoramento, referenciado a 31 Dezembro do ano anterior, podemos dizer que, em 2008, a Faculdade que apresenta um rácio de documento com doutorado ETI mais elevado é a de Medicina, com 4,0, seguida do ICBAS com 3,7. As faculdades de Ciências da Nutrição e Alimentação e de Farmácia surgem ambas com 2,9.

O rácio documento por doutorado ETI (31 Dezembro do ano anterior) será no mínimo, em 2009, de 1,5.

Embora o número esteja a diminuir, em média, 23,4% dos documentos da U.Porto publicados entre 2003 e 2008 não têm afiliação correcta, o que significa que escapam às pesquisas que têm por base o país e o nome da Universidade do Porto e não constam dos rankings sobre produção científica.