Oficina CEER
 01-09-2010
UMINHO ENSINA PORTUGUÊS A 156 ESTUDANTES ERASMUS

O Museu D. Diogo de Sousa foi ontem ponto de partida para o programa cultural do curso de Português para estrangeiros, uma iniciativa do BabeliUM-Centro de Línguas da Universidade do Minho, que este ano conta com uma total de 156 alunos Erasmus.

No ano passado, o grupo que frequentou este curso intensivo de Português para estrangeiros era constituído por cerca de sessenta alunos, mas este ano esse número mais que duplicou. Isto porque aos habituais alunos Erasmus europeus juntam-se também estudantes sul-americanos e asiáticos.

“Este ano, os estudantes Erasmus vêm ao abrigo de dois programas distintos: do Erasmus Intensive Language Course (EILC) e do Erasmus Mundus”, explicou ao ‘Correio do Minho’ Micaela Ramon, o coordenadora do curso.

Ao abrigo do EILC são 60 estudantes europeus que estão a frequentar o curso. Estes vêm fazer um período dos seus estudos de licenciatura na Universidade do Minho ou noutras universidades do país. Os restantes, a maioria, vieram ao abrigo do Erasmus Mundus e são estudantes da América Latina e da Ásia, provenientes de diversos países, e que vêm fazer cursos de mestrado e de doutoramento na Universidade do Minho.

“São bastantes mais alunos do que o habitual”, referiu Micaela Ramon, revelando que este ano funcionam oito turmas em simultâneo —quatro para alunos EILC e outras tantas do Erasmus Mundus.

“A média de alunos por turma é de 22, mas as turmas do EILC são ligeiramente mais pequenas. As turmas latino-americanas, pelo contrário, são ligeiramente maiores”, especificou a coordenadora. Neste curso de Português para estrangeiros os estudantes Erasmus vão fazer uma formação intensivo de três semanas, com uma carga horária bastante compacta. “São 70 horas de aulas em três semanas, acrescidas de visitas de estudo e outras actividades de âmbito cultural”, referiu a responsável, realçando que o objectivo deste curso é fornecer a estes estudantes as ferramentas essenciais para que eles aprendam um “Port uguês de sobrevivência”, que lhes permita coisas tão simples como pedir um café ou orientar-se, mas também que fiquem com uma noção mínima da estrutura da língua portuguesa que lhes permita depois continuarem a estudar Português.

Estudantes recebidos no museu.
O Museu D. Diogo de Sousa foi o ponto de partida para o programa cultural. Os estudantes foram recebidos pela directora do museu, Isabel Silva, e pela responsável pela Divisão de Turismo da Câmara de Braga, Filomena Alves. “Normalmente fazemos esta sessão no Posto de Turismo, no nosso centro de interpretação, no entanto, como este ano o grupo é muito grande pediu-se a colaboração do Museu”, explicou Filomena Alves, a quem coube falar um pouco sobre Braga.

Filomena Alves começou por fazer uma abordagem geral da cidade, focando depois o período mais forte, o barroco. Falou sobre os principais monumentos, sobre os arquitectos bracarenses e até sobre as festas e romarias. Deu ainda destaque aquilo que chamou “a vivência da cidade”, ou seja às zonas dos bares, cafés e espaços mais emblemáticos da noite, informações que este tipo de público costuma solicitar.

O Posto de Turismo ofereceu também mapas aos estudantes. “Trouxemos mapas nas línguas mais usuais, como o inglês, espanhol, francês e alemão, mas também noutras como dinamarquês, holandês e até em letão”, referiu. É que na altura do Euro 2004, foi feito material em letão pois a Letónia foi umas das selecções que jogou em Braga. Os estudantes letões ficaram surpreendidos e muito contentes por haver material sobre Braga na sua língua materna.

Estudante chileno elogia Braga.
José Domingo Cortinez é um dos estudantes que vai estudar na UMinho ao abrigo do Erasmus Mundus. É aluno de comunicação social e chegou a Braga no passado dia 25. De Portugal só conhecia a selecção de futebol, mas confessa-se rendido à beleza da cidade dos arcebispos. “Tenho aproveitado para caminhar uma a duas horas pela cidade que é muito bela”, confessou.

Fonte: http://www.correiodominho.pt